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A tensão e o conflito: as relações entre o poder eclesiástico e o poder monárquico no final do reinado Dionisino (1310-1325)

Authors
  • Menezes Luiz, Láisson
Publication Date
Jan 01, 2017
Source
DIALNET
Keywords
Language
Portuguese
License
Unknown
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Abstract

When D. Dinis (1279-1325) assumed the portuguese throne, he encountered a kingdom in crisis, owing to the disagreements of the former monarchs with the clergy. For this reason, one of his first attitudes was to soften these conflicts that had been dragging practically since the reign of D. Sancho I (1185-1211). Problems with the clergy were dealt with through the establishment of concordats, two signed in 1289, one with 40 and one with 11 articles and a third, signed in 1309, containing 22 articles. In this sense, the objective of this work is to analyze some conflicts involving D. Dinis and the ecclesiastics after the signing of these agreements, since we observed several complaints of the clergy accusing the monarch of not complying with what was established in the concordats. It is worth mentioning two disputes: the first occurred with D. Egas, bishop of Viseu (1289-1313), who led the bishop to write a document known as Summa de Libertate Ecclesiaie (1311), in which he reports the disrespect of the ecclesiastical freedoms. Later, D. Dinis had differences with D. Frei Estevão (1312-1322), bishop of Lisbon, and with D. Fernando Ramires, (1313-?), bishop of Porto, that were accused by the monarch of buying his appointments to the respective dioceses. / Quando D. Dinis (1279-1325) assumiu o trono português, encontrou um reino em crise devido às desavenças dos monarcas anteriores com o clero. Por isso, uma de suas primeiras atitudes foi amenizar esses conflitos que vinham se arrastando praticamente desde o reinado de D. Sancho I (1185-1211). Os problemas com o clero foram tratados com o estabelecimento das concordatas, duas assinadas em 1289, uma com 40 e outra com 11 artigos, e uma terceira, assinada em 1309, contendo 22 artigos. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é analisar alguns conflitos envolvendo D. Dinis e os eclesiásticos após a assinatura desses acordos, pois observamos diversas queixas do clero acusando o monarca de não cumprir o que ficou estabelecido nas concordatas. Destacam-se dois litígios, o primeiro se deu com D. Egas, bispo de Viseu (1289-1313), que levou o bispo a escrever um documento conhecido como Summa de Libertate Ecclesiaie (1311), em que relata o desrespeito perante as liberdades eclesiásticas. Posteriormente, D. Dinis teve divergências com D. Frei Estevão (1312-1322), bispo de Lisboa, e com D. Fernando Ramires (1313-?), bispo do Porto, que foram acusados pelo monarca de comprar suas nomeações para as respectivas dioceses

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