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Os donos da terra e do crédito público nos campos meridionais brasileiros (o uso dos fundos públicos do BRDE pela elite campeira do pampa gaúcho e dos campos gerais paranaenses)

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Repositório Institucional da UFSC
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A idéia do atraso ou arcaísmo das elites campeiras do Brasil Meridional, sustentada no binômio latifúndio - pecuária extensiva, aparece disseminada em trabalhos acadêmicos, na literatura e na mídia, influenciando o próprio curso das políticas de desenvolvimento regional. Contudo, defendemos a tese da modernidade das elites campeiras na forma da precoce politização do desenvolvimento regional, traduzida em distintas formas de barganha junto aos diversos níveis político-administrativos. A metodologia enfatiza a materialidade como condicionante da evolução das sociedades campeiras sulistas, presente na precoce inserção no mercado mundial e nas constantes modernizações do processo produtivo. Atualmente, o principal foco das elites campeiras meridionais reside no acesso privilegiado aos fundos públicos das instituições de fomento regional. Para tanto, "desconstituímos" os capitais aplicados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) na Campanha Gaúcha e nos Campos Gerais do Paraná, no período de 2001 a 2004, objetivando evidenciar a continuidade da reprodução das elites campeiras e da exclusão social na região.

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