Affordable Access

Leishmaniose visceral no Brasil: evolução e desafios

Authors
  • Maia-Elkhoury, Ana Nilce Silveira
  • Alves, Waneska A.
  • Sousa-Gomes, Marcia Leite de
  • Sena, Joana Martins de
  • Luna, Expedito José de Albuquerque
Publication Date
Mar 07, 2014
Source
Biblioteca Digital da Produção Intelectual da Universidade de São Paulo (BDPI/USP)
Keywords
Language
English
License
Unknown
External links

Abstract

A urbanização da leishmaniose visceral tem sido relacionada a modificações ambientais causadas por ações antrópicas, pelo rápido processo migratório, pela interação e mobilização de reservatórios silvestres e cães infectados para áreas sem transmissão, e pela adaptação do vetor Lutzomiya longipalpis ao peridomicílio. Entre 1980 e 2005, o Brasil registrou 59.129 casos de leishmaniose visceral, sendo 82,5% na Região Nordeste. Gradativamente, a leishmaniose visceral expandiu- se para as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, passando de 15% dos casos em 1998 para 44% em 2005. Entre 1998 e 2005 foram registrados casos autóctones em 1.904 (34,2%) diferentes municípios brasileiros. O controle vetorial e de reservatórios representam os maiores desafios para o controle da doença, dado a necessidade de melhor conhecer o comportamento do vetor no ambiente urbano, as dificuldades operacionais e o alto custo de execução. Nos últimos anos, o Ministério da Saúde tem investido em pesquisas sobre diagnóstico laboratorial humano e canino, tratamento dos pacientes, avaliação da efetividade das estratégias de controle, bem como de novas tecnologias que possam contribuir na implementação das ações de vigilância e controle da leishmaniose visceral no Brasil.

Report this publication

Statistics

Seen <100 times