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Foucault and incendiary childhoods: Experiences of other truths and other heterotopias

Authors
  • Carvalho, Alexandre Filordi de
Publication Date
Jan 01, 2016
Source
DIALNET
Keywords
Language
English
License
Unknown
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Abstract

This paper considers the play Incendies (MOUAWAD, 2013) as a fictional “making" in the sense proposed by Foucault (1994) of writing history. It aims to investigate how a set of heterotopic experiences can give rise a corresponding set of problematizations concerning the historical connections of childhoods with truths. For this purpose, the paper describes two moments. The first investigates the problematic issue of the birth of truth (NIETZSCHE, 2001; FOUCAULT, 2006), with the aim of awakening some interventions at the truth's bonds by other experiences, to think childhood in a plural dimension, covered by and other histories. In the second moment, the paper focuses on the question of a notional construction of childhoods as heterotopias (FOUCAULT, 2009), highlighting some achievements and some consequences of this approach for the experiences of the contemporary childhoods. We highlight in this regard the right to childhood, the singularity of the worlds of childhood, and the micro-revolutionary dimension of each childhood as a field of problematization, and thereby 1) show how the theme of childhood is a political one and, 2) recognize the urgent need to produce alternative policies that address the multiplicity of childhoods. Finally, this paper proposes the term "incendiary” for those childhoods that live and work with other truths and other histories—that is, with their own heterotopias. / Considerando Incêndios (MOUAWAD, 2013) como um fazer ficcional no sentido proposto por Foucault (1994) para o fazer história, o texto tem por objetivo geral investigar como um conjunto de experiências heterotópicas pode suscitar um conjunto de problematizações acerca das filiações histórica das infâncias com as verdades. Para tanto, o texto percorre dois momentos. No primeiro, investiga a problemática questão do nascimento das verdades (NIETZSCHE, 2001; FOUCAULT, 2006), visando provocar uma interferência nos vínculos com as verdades, a partir de outras experiências, para se pensar a infância numa dimensão plural, eivada de e por outras histórias. A seguir, o texto foca no aspecto de uma construção nocional das infâncias como heterotopias (FOUCAULT, 2009), destacando alguns alcances e algumas consequências desta abordagem para as experiências das infâncias contemporâneas. Destacam-se, neste sentido, o direito à infância, a singularidade dos mundos das infâncias e a dimensão micro revolucionária de cada infância como campos problematizadores na elaboração de um duplo exercício. De um lado, trata-se de mostrar como a temática da infância se atualiza como problematização política e, de outro lado, como é urgente a produção de outras políticas para as infâncias. Ao cabo, o texto propõe nomear de infâncias incendiárias aquelas capazes de se realizarem com outras verdades e outras histórias, isto é, com suas próprias heterotopias, fazendo desta questão algo contemporâneo / Teniendo en cuenta Incendios (MOUAWAD, 2013) como un hacer ficcional en el sentido propuesto por Foucault (1994) para hacer historia, el texto tiene el objetivo de investigar cómo un conjunto de experiencias heterotópicas puede plantear un conjunto de problematizaciones sobre afiliaciones historicas de la infancia con las verdades. Por lo tanto, el texto pasa por dos etapas. En la primera, investiga la problemática del nacimiento de la verdad (NIETZSCHE, 2001; FOUCAULT, 2006), con el objetivo de provocar interferencias en los vínculos con las verdades de otras experiencias, para pensar acerca de la infancia en una dimensión plural, y plagado de otras historias. En segundo lugar, el texto se centra en el aspecto de una construcción teórica de la infancia como heterotopía (FOUCAULT, 2009), destacando algunos logros y algunas consecuencias de este enfoque para las experiencias de las infancias contemporáneas. Se destacan en este sentido, el derecho a la infancia, la singularidad de los mundos de la infancia y la dimensión micro revolucionaria de cada infância como campos problematizadores para se realizar dos ejercicios. Por un lado, se trata de mostrar cómo el tema de la infancia se actualiza en una dimensión política y, por otro lado, cómo es urgente una producción de otras políticas para las infancias.. Para terminar, el texto propone llamar infancias incendiarias a aquellas que se pueden realizar con otras verdades y otras historias, es decir, con sus propias heterotopias, haciendo de este tema algo contemporáneo.

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