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O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para acompanhamento de pacientes usuários de Implante Coclear.

Authors
Publisher
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia
Publication Date
Keywords
  • Hearing
  • Hearing Loss
  • Cochlear Implant
  • Child
  • International Classification Of Functioning
  • Disability And Health
  • Audição
  • Perda Auditiva
  • Implante Coclear
  • Criança
  • Classificação Internacional De Funcionalidade
  • Incapacidade E Saúde

Abstract

Objetivo: Caracterizar o perfil dos pacientes usuários de Implante Coclear a partir do proposto pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para Crianças e Jovens (CIF-CJ). Métodos: Tratou-se de um estudo descritivo, retrospectivo transversal, em que foram analisados 30 prontuários de pacientes usuários de Implante Coclear do Centro de Pesquisas Audiológicas. Para caracterização do perfil dos pacientes, foi utilizada a CIF-CJ. Para avaliação, os pesquisadores basearam-se em procedimentos realizados na rotina clínica, além de informações registradas no prontuário. Após a revisão dessas informações, estas foram relacionadas com o código da CIF-CJ, sendo acrescido posteriormente um qualificador. Resultados: No total, 55 códigos da CIF foram relacionados com os instrumentos para caracterização desta população. Com relação ao domínio Funções do Corpo, a maioria dos participantes não apresentava deficiência quanto aos aspectos relacionados à recepção e expressão da linguagem oral e funções auditivas, sendo apenas encontrada deficiência na linguagem escrita. Esse mesmo achado foi observado no domínio Atividade e Participação. Quanto aos Fatores Ambientais, o ruído e a não disponibilidade de recursos tecnológicos para auxiliar na compreensão auditiva no ruído foram caracterizados como barreira, além da não realização da terapia fonoaudiológica. Conclusão: Este trabalho permitiu-nos concluir que a maioria das crianças participantes não apresentou deficiência nas Funções do Corpo, sendo observadas apenas dificuldades no desempenho escolar. Os fatores ambientais (ruído, não disponibilidade de recursos tecnológicos, não realização da terapia fonoaudiológica) foram caracterizados como barreira. Notou-se também a necessidade de ampliar as avaliações na rotina clínica.

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