Affordable Access

LINHAS FRONTEIRIÇAS NO ESPAÇO COTIDIANO DE MANUEL BANDEIRA: UMA POÉTICA DA DESTERRITORIALIZAÇÃO

Authors
Publisher
UNIOESTE
Publication Date

Abstract

RESUMO: A literatura especificamente a poesia abre o leque para a compreensão da linha limítrofe entre a realidade convencional e a ficcional. Na poética de Manuel Bandeira essa ruptura fronteiriça que a desata e a liberta da realidade convencional é uma forma de compreender o modo como o autor reconfigura a territorialidade na criação de seus versos. Lança luz ao estudo da noção de territorialidade na sociedade moderna do início de século e contribui para a apreensão desse período. Assim projeta bases sólidas para o esboço da descentralização do modo de vida da urbanidade como também aponta a incipiente fragmentação do indivíduo iniciada já na Revolução Industrial do século XVIII. Mediante a leitura e análise dos versos de poemas como “Evocação do Recife” e “Mangue”, pode-se verificar até que ponto a linguagem prosaica desse poeta torna possível uma tessitura de fios labirínticos transpostos e de que maneira possibilita os elos entre o mundo real e a verdade poética, assim como recupera o sentido primordial da poesia. Palavras-chave: Manuel Bandeira, poesia, território, linguagem, prosaico.

There are no comments yet on this publication. Be the first to share your thoughts.