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A caminho da poesia em Martin Heidegger : uma fenomenologia e hermenêutica da linguagem

Authors
  • Rossato, Leonardo Barbosa
Publication Date
May 27, 2020
Source
Repositório Institucional da Universidade de Brasília
Keywords
License
Unknown
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Abstract

Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília,Instituto de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2020. / A presente dissertação apresenta a questão da linguagem e da poesia no pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976). A partir da perspectiva da questão do ser, analisa-se a linguagem em sua dimensão existencial através do método fenomenológico-hermenêutico, tal como pensado pelo autor. O caminho proposto reverbera este recorte a partir de Ser e tempo (1927), ao identificar o modo próprio que o ser-aí do ser, o Dasein, compreende e pergunta pelo sentido do ser. Há todo um conjunto de existenciais, como estruturas ontológicas do Dasein, que dimensionam a linguagem em contraposição a uma análise técnico-lógico da mesma. A abertura de mundo na existência do Dasein implica em um outro comportamento na linguagem. Por esta via, evidencia-se o modo derivado do enunciado como a linguagem que estratifica o conceito de verdade, ao voltar-se à verdade do ente, “esquecendo” a questão do ser. Esta linguagem é o que institui a filosofia como metafísica. Por outro lado, a linguagem em sua dimensão existencial, ao identificar esta diferença, se corresponde com a questão da verdade do ser. A poesia, apreendida como o poético (Dichtung), abre-se, assim, como o caminho da linguagem que pode “superar” a filosofia como metafísica e fundar um outro início do pensamento. Pensamento e poesia se aproximam como os modos da linguagem que, evocando a verdade do ser, provocam um possível novo habitar o mundo pelo ser humano. / This dissertation presents the question of language and poetry in the thought of the German philosopher Martin Heidegger (1889-1976). From the perspective of the question of being, language is analyzed in its existential dimension through the phenomenological-hermeneutic method, as thought by the author. The proposed path reverberates this clipping in the author's work from Being and Time (1927), by identifying the proper way that the being-there, Dasein, understands and asks for the meaning of being. There is a whole set of existentials, such as Dasein's ontological structures, that dimension language in opposition to a technical-logical analysis of it. The opening of the world in the existence of Dasein implies another behavior in the language. In this way, the derived form of the statement becomes evident as the language that stratifies the concept of truth, when turning to the truth of the entity, “forgetting” the question of being. This language is what institutes philosophy as metaphysics. On the other hand, language in its existential dimension, when identifying this difference, corresponds to the question of the truth of being. Poetry, apprehended as the poetic (Dichtung), opens up, thus, as the path of language that can “surpass” philosophy as metaphysics and found another beginning of thought. Thought and poetry come together as the modes of language that, evoking the truth of being, provoke a possible new inhabit the world by the human being.

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