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Amamentação

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Source
Repositório Institucional da UFSC
Keywords
  • Enfermagem
  • Amamentação
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Abstract

Nesta dissertação, apresento uma pesquisa convergente-assistencial que teve como foco a educação em saúde para a amamentação e que incluiu um estudo sobre o conflito e a harmonia experenciada por mulheres durante a vivência do processo. Tendo como objetivos a busca de uma compreensão dos conflitos vividos pela mulher e sua família durante a amamentação e a reflexão sobre o educar dialógico para o processo, a proposta envolveu três puérperas e suas famílias internadas na maternidade de um hospital público de Florianópolis, no período de sete de maio a vinte e nove de junho de 2001. Como referencial teórico utilizei idéias próprias e de autoras como King, Nitschke, Saupe, Freire, Schmitz e Gadotti. A empatia entre as envolvidas, a observação participante e a escuta sensível, configuraram-se como importantes instrumentos para o alcance dos objetivos propostos. Operacionalizada através de quatorze encontros, oito ocorridos na instituição e seis nos domicílios das puérperas, o estudo compreendeu três etapas denominadas: aproximação, reconhecimento e interação/transação. Da análise e interpretação destas vivências interativas, foi possível identificar a transparência e a opacidade do conflito para o amamentar, bem como a possibilidade da harmonia no processo. Um conflito, convém dizer, como possibilidade de crescimento. A existência de conflitos no desmame e a importância da manutenção de um processo educativo dialógico para o amamentar, que considere as particularidades de cada situação, emergiram neste contexto relacional. No aprofundamento das relações interpessoais, foi possível abordar o ideal materno e a imagem da unidade mãe-filho(a) como caminho para que a mulher e sua família pudessem se reconstruir no conflito. A crença no poder da amamentação, na percepção popular e profissional, mostrou-se importante para um amamentar consciente e para o resgate desta prática ao conflitual cotidiano em que se desenha o existir de mulheres e crianças na nossa sociedade. Ao longo dos últimos 470 anos, a sociedade brasileira desconstruiu o aprendizado do amamentar, transformando esta forma de poder feminino em impotência. Sofremos hoje, as conseqüências deste ato. Por isso, precisamos reconhecer as artimanhas ideológicas e a dinâmica das argumentações econômicas e políticas que o desconstruiram tornando-o estranho a própria mulher e à sociedade, como uma chave para desmontar o ideal da imutabilidade da condição do desmame precoce em nosso meio, re-significando-o.

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