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Comportamento geoquímico de etr durante evolução magmática e alteração hidrotermal de granitos: exemplos da província estanífera de Goiás

Authors
Publisher
Zeppelini Editorial
Publication Date
Keywords
  • Rare-Earth Elements
  • Tin Granites
  • Hydrothermal Alteration
  • Ree-Bearing Minerals
  • Elementos Terras Raras
  • Granitos Estaníferos
  • Alteração Hidrotermal
  • Minerais Portadores De Etr

Abstract

Os maciços graníticos do tipo A das Subprovíncias Estaníferas Paranã (SPP) e Tocantins (SPT) possuem concentrações anômalas de Elementos Terras Raras (ETR) que, em muitos locais, ultrapassam 1000 vezes o observado em condritos. Os granitos da SPP são individualizados em duas suítes: g1, de tendência alcalina a subalcalina, constituída pelas fácies g1a, g1b e g1c; e g2, de tendência metaluminosa a peraluminosa, constituída pelas fácies g2b, g2c e g2d. O Maciço Serra Dourada (MSD), pertencente à SPT, é constituído pelas fácies de borda, principal e porfirítica. Nos maciços da SPP, foram identificados: apatita, allanita, bastnaesita, oxifluoreto de ETR, fluocerita, zircão, xenotima, torita e monazita como minerais portadores de ETR. Destes, apenas a torita não foi encontrada no MSD (SPT). Os Elementos Terras Raras Leves (ETRL) apresentam comportamento incompatível no início da evolução dos granitos g1, tornando-se compatíveis na fácies g1b. Os Elementos Terras Raras Pesadas (ETRP) apresentam caráter incompatível durante a evolução dos granitos g1, tornando-se compatíveis apenas ao final da mesma. Na suíte g2 os ETRL mostram um caráter compatível desde o início da evolução magmática, enquanto os ETRP praticamente não variam nesse processo. No MSD, não há variação significativa nos ETRL durante a evolução magmática, enquanto os ETRP apresentam caráter compatível. Em todos os casos o comportamento dos ETR está em acordo com uma evolução magmática por cristalização fracionada. Os ETR mostram um comportamento contrastante durante a alteração hidrotermal das SPP e SPT. Nos maciços da SPP, na qual se tem principalmente greisenização, há o empobrecimento nos ETR nesse processo. No MSD, onde predomina a albitização e a biotitização, os ETR se enriquecem em rocha com a alteração hidrotermal. A allanita e a monazita e, quando presentes, a bastnaesita e o oxifluoreto de ETR, são os responsáveis pelos conteúdos de ETRL em rocha, enquanto minerais como zircão, xenotima e torita praticamente não influenciam na quantidade desses elementos. Os minerais portadores de ETRL também alojam uma porção significativa dos ETRP em rocha, acompanhados por xenotima e, quando presente, torita. O zircão, embora seja o acessório mais comum e, em algumas amostras, extremamente rico em Y e ETRP, praticamente não influencia nos conteúdos dosETR em rocha.

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