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BAILEY, F. G. The civility of indifference. Ithaca: Cornell UniversityPress, 1996. 184 p.

Authors
Publisher
Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás
Publication Date

Abstract

revista 1 06.p65 215 BAILEY, F. G. The civility of indifference. Ithaca: Cornell University Press, 1996. 184 p. MIRIAM DE OLIVEIRA SANTOS* Em The civility of indifference, a política aparece como um domínio de atividades mar- cado simultaneamente pela escolha individual e pelos grandes rituais coletivos. Inicialmente, o centro de atenção da antro- pologia era a questão do poder, apesar de o modelo evolucionista restringir o objeto de estudo da antropologia às chamadas sociedades sem Estado. Com a escola funcionalista, nas décadas de 1930 e 40, os antropólogos britânicos deslo- caram a questão da política, ao retirá-la da esfera tradicionalmente atribuída a ela pela filosofia e pela ciência política para colocá-la em um sistema político constituído por diversas insti- tuições sociais. Nesse modelo, buscavam-se as instituições que, na ausência formal do Estado, desempenhariam as funções políticas. Ao longo da década de 1960, as grandes escolas desaparecem e há uma pulverização das correntes antropológicas e um movimento de recuperação de autores de períodos anteriores. É nesse contexto que aparece o processualismo, que valorizou o processo político enquanto tal, operando um novo descentramento, o qual retirou a política da esfera dos sistemas e das instituições e a projetou sobre as interações sociais concretas. Para essa corrente, a idéia de processo é central e, sendo assim, a política passaria não por instituições, mas por conflitos. Ao realizar esse deslocamento na direção das relações interindividuais, a teoria antropológica operou uma redução da análise, ao mesmo tempo teórica e empírica: a atenção da disciplina ficava limitada aos aspectos micro , localizados ou intersticiais das dimensões maiores nas quais transcorreria a grande política e a grande teoria, isto é, aquelas que dizem respeito à própria existência do Estado e às relações entre os Estados. Surge também a idéia de que todas as sociedades são políticas e que o político antecede o Estado. Frederick George Bailey f

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