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Aplicação de Funções de Distância para o Cálculo de Índices de Bem-Estar e a Evolução do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para os Estados Brasileiros

Authors

Abstract

Embora haja uma aceitação sobre a natureza multidimensional do bem-estar, não existe uma definição inequívoca do termo. A perspectiva utilitarista prioriza a do processo de acumulação e restringe a relação entre bem-estar e os aspectos qualitativos da população – normalmente restritos ao representativo da renda. Já na perspectiva de oportunidades, é priorizada a noção de liberdades substantivas dos indivíduos e o bem-estar baseia-se nas possibilidades de escolha individual. Em que pese a pluralidade de interpretações que pode emergir dos diferentes conceitos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) apresenta-se como medida síntese. Não obstante a sua conveniência, a utilização do IDH como medida de referência apresenta três restrições metodológicas importantes: a necessidade de normalização dos indicadores para a comparação de informações com natureza distinta; a arbitrariedade na escolha do sistema de agregação de índices individuais; e a dificuldade de avaliação intertemporal das observações. Este estudo aplicou funções de distância por meio do modelo de análise envoltória de dados (DEA), pois esta metodologia permite enfrentar as restrições citadas. Os resultados corroboram um conjunto de observações esperado pela análise das variáveis – em particular, da concentração dos estados de maior obtenção de bem-estar entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e de maiores índices de evolução para os estados das regiões Norte e Nordeste. Although it has an acceptance on the multidimensional nature of well-being, an unequivocal definition of the term does not exist. By the one hand utilitarian perspective prioritizes of the accumulation process and restricts the relation between well-being and the qualitative aspects of the population (normally restricted to income). By the other hand, in the perspective of opportunities, the notion of substantive freedoms of the individuals is prioritized and well-being is based on the possibilities of individual choice. In spite of the plurality of interpretations that can emerge from the different concepts, the IDH is presented as measured synthesis. Nonetheless, the use of the IDH as measured of reference presents three important methodological restrictions: the necessity of normalization of the indexes for the comparison of information with distinct nature; the arbitrary nature of the choice of the system of aggregation of individual indexes; and the difficulty of intertemporal evaluation of the observations. This study applied distance functions through data envelopment analysis (DEA), since this methodology allows to face the cited restrictions. The results obtained point to a concentration of well-being between the regions South, Southeastern and Center-West and faster indices of evolution for the states of the regions North and Northeast.

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