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Sociologia da fotografia e da imagem

Authors
Journal
Tempo Social
0103-2070
Publisher
Universidade de Sao Paulo Sistema Integrado de Bibliotecas - SIBiUSP
Publication Date

Abstract

v21n1res Resenhas, pp. 209-218 Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 21, n. 12 1 4 sores” do mercado, que constituem o mainstream da teoria econômica e advogam a existência do homo oeconomicus, e os “críticos” do mercado – originários de um espectro político que vai do liberalismo escla- recido ao conservadorismo – que entendem a sua res- trição ou superação como necessária. Igualmente pro- cura, mutatis mutandis, escapar à visão de que as re- lações de poder entre produtores e consumidores teriam aqueles como dominantes. No bojo da ascen- são do conhecimento, afirma: “O caráter cognoscitivo [knowledgeability] dos atores aumenta suas possibili- dades de ação, sua capacidade de assegurar que, ao menos, suas vozes encontrarão eco; crescem as chan- ces de formular uma opinião categórica, de organi- zar resistência e, de modo geral, ser um participante ativo no mercado” (p. 237) e “gostaria de definir co- nhecimento e knowledgeability [cognoscibilidade] como a faculdade para a ação social (capacidade de ação), como a possibilidade de iniciar algo” (p. 248). Nesse movimento, seu referencial teórico pauta- se, sobretudo, pelos estudos de Émile Durkheim e Max Weber e, em termos do debate contemporâneo, no diálogo crítico com autores como Niklas Luh- mann2. A principal divergência que Stehr levanta quanto a essa abordagem consiste em matizar a dis- posição à contínua diferenciação funcional dos siste- mas sociais: “Mas também desse ponto de vista a di- ferenciação funcional do sistema econômico não pode ser entendida de maneira que a instituição economia alcance uma autonomia abrangente em relação a ou- tros sistemas sociais” (p. 79). Embasado em pesqui- sas de opinião de países “altamente desenvolvidos”, o autor traz o exemplo da biotecnologia e do com- portamento axiologicamente orientado, em que ob- serva a intenção de organizar-se para deixar de ad- quirir produtos geneticamente modificados. A partir de seu principal exemplo empírico, per- mito-me levantar uma possível que

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