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Ituglanis mambai, a new subterranean catfish from a karst area of Central Brazil, rio Tocantins basin (Siluriformes: Trichomycteridae)

Authors
Journal
Neotropical Ichthyology
1679-6225
Publisher
SciELO
Publication Date
Keywords
  • New Cave Catfish
  • Rio Tocantins Basin
  • Taxonomy
  • Brazil

Abstract

Ituglanis mambai, nova espécie, é descrita de uma caverna localizada na área cárstica de Mambaí, estado de Goiás, Brasil central. A nova espécie difere dos congêneres epígeos e cavernícolas pela combinação das seguintes características: fontanela posterior do supraoccipital ausente; raios da nadadeira peitoral usualmente i,7; seis costelas; número total de vértebras 37-38; comprimento pré-dorsal menor, 65.1-70.8% do comprimento-padrão; comprimento do pedúnculo caudal menor, 8.4-11.9% do comprimento-padrão; base da nadadeira dorsal menor, 7.7-11.3% do comprimento-padrão; altura maior da cabeça, 46.7-71.6% do comprimento da cabeça; largura da cabeça menor, 89.2-115.7% do comprimento da cabeça; largura interobital maior (29.2-36.5% do comprimento da cabeça); largura da boca maior (43.4-64.0% do comprimento da cabeça); olhos e pigmentação intermediários entre as espécies epígeas e cavernícolas de Ituglanis - diâmetro dos olhos variando entre 0.5 e 1.0 mm nos adultos, 7.8-10.1 % do comprimento da cabeça e pigmentação composta por manchas irregulares marrom-claras ao longo do corpo. Este último caráter indica o status de troglóbio de I. mambai. Adicionalmente, esta espécie apresenta maxila com uma discreta projeção medial-posterior; fronto-lacrimal 1,5 vezes o tamanho da maxilla e projetado posteriormente; comprimento do processo posterior do palatino metade do seu comprimento total, com uma tênue concavidade medial; 14 raios procurrentes dorsais e 12 ventrais. No ambiente natural, I. mambai mostrou hábitos criptobióticos. Quando perturbados, tentavam entocar-se sob os seixos e matacões. Aparentemente mostraram reação negativa à luz. Foi observada uma preferência por remansos. Marcas de enchentes recentes foram observadas no conduto do riacho subterrâneo em março/abril 2007 (fim da estação chuvosa) quando um número menor de indivíduos foi observado, comparando-se a setembro de 2004 (final da estação chuvosa).

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