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A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO AMAZÔNICO E SEUS REFLEXOS NOS LUGARES: UM ESTUDO DE CASO NA ZONA RURAL DE PORTO VELHO (RO)

Authors
Publisher
Universidade Estadual de Londrina
Publication Date
Keywords
  • Geografia
  • Geoprocessamento
  • Organização Espacial
  • Organização Espacial
  • Geoprocessamento
  • Porto Velho.

Abstract

Este trabalho apresenta uma análise do comportamento no Setor Periquitos, Zona Rural de Porto Velho-RO, diante da organização espacial proposta para Amazônia a partir de 1970. A metodologia adotada envolveu a utilização de técnicas de SIG, sensoriamento remoto e aplicação de questionários. Os resultados mostram que a formação da sociedade local está relacionada com o processo de ocupação na área de estudo que teve início em meados da década de 1970, através de migrantes procedentes das regiões Sul e Sudeste do Brasil, sucedidos no final da década 1990, por migrantes do próprio de estado de Rondônia. A ação do Estado é contraditória, pois ao mesmo tempo em que insere a área de estudo em uma proposta de ordenamento do espaço que incentiva a produção agropecuária, se ausenta da condução do processo produtivo e articula as necessidades do capital local. A atuação do capital na configuração local foi inicialmente conduzida pela atividade agropecuária, sendo que na segunda metade da década de 1990 verificou-se a introdução e o contínuo avanço do capital oriundo da zona urbana. A intensa transformação do meio ecológico observada de 1976 a 2009 resultaram em limitações no uso do solo, que estão relacionadas à suscetibilidade natural a lixiviação, ao aumento da acidificação do solo, erosão e o assoreamento dos cursos de água. O comportamento e as relações estabelecidas pelos elementos do espaço na região amazônica entre 1976 e 2009 influenciaram o processo de organização espacial da área de estudo. Com a re-significação desses estímulos, no local imprimiu-se uma estrutura espacial ordenada, sobretudo, pelas contradições das ações estatais que oportunamente utilizaram a sociedade como força modificadora do meio ecológico, à medida que essa estrutura é articulada para o atendimento das demandas do centro urbano de Porto Velho.

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