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ÁFRICAS LUSÓFONAS, ÁFRICA IBERÓGRAFA: A EXPERIÊNCIA LITERÁRIA DA GUINÉ EQUATORIAL

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UFPB
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Abstract

(Microsoft Word - \301FRICAS LUS\323FONAS) Cadernos Imbondeiro. João Pessoa, v.1, n.1, 2010 1 ÁFRICAS LUSÓFONAS, ÁFRICA IBERÓGRAFA: A EXPERIÊNCIA LITERÁRIA DA GUINÉ EQUATORIAL Amarino Oliveira de Queiroz1 Em 13 de julho de 2007, a República da Guiné Equatorial decretou o idioma português como sua terceira língua oficial, ao lado do espanhol e do francês. Devido à sua suposta legitimidade, tal decisão foi recebida com reserva por parte da comunidade lusófona internacional: pese aos laços que unem o país à antiga África colonial ibérica, descoberto que foi pelos navegadores portugueses e, após algumas negociações entre as partes, efetivamente ocupado e explorado pelos colonizadores espanhóis, para muitos observadores políticos o episódio revelaria uma manobra de motivação meramente econômica. Esta necessidade de oficialização da língua portuguesa teria sido desencadeada a reboque da recente descoberta de grandes jazidas de petróleo ao longo de todo o Golfo da Guiné, acontecimento que atraiu os interesses comerciais de vários países investidores, dentre eles o Brasil, país que, coincidentemente ou não, promoveu no ano de 2010 a primeira visita oficial de um Chefe de Estado àquele território. Vivendo sob um regime político que se auto-proclama democrático, há mais de trinta anos a Guiné Equatorial é conduzida por um mesmo mandatário graças a um golpe militar perpetrado contra a ditadura que ali se instalou poucos meses após a sua independência política da Espanha. Tendo o castelhano como primeira língua oficial, em realidade a Guiné Equatorial configura um intricado mosaico lingüístico onde convivem diversos idiomas autóctones, a exemplo daqueles utilizados pelos povos bubi, combe, bisio e fang, todos eles grupos étnicos da família lingüística bantu, bem como o anobonês, ou fa d´ambo, crioulo de base portuguesa falado na ilha de Ano Bom, bastante assemelhado à língua forro de São Tomé e Príncipe e um dos argumentos utilizados para a sua adesão à C

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