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O "Inferno” de August Strindberg

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Universidade Estadual de Londrina
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322 • Mediações, Londrina, v. 16, n.2, p. 322-325, Jul./Dez. 2011 O “infernO” de August strindberg STRINDBERG, August. Inferno. São Paulo: Editora 34, 2009 POR Maria Teresa Mhereb1 Em boa hora, na excelente tradução de Ismael Cardim, a Editora 34 republicou no Brasil o “Inferno” de August Strindberg. O autor sueco, que inspirou autores tão conhecidos pelo leitor brasileiro, como Franz Kafka, Antonin Artaud e Walter Benjamin, ocupa, entretanto, lugar mais que discreto na nossa tradição literária. Escrito durante os anos de 1896 e 1897, hoje, a obscura escritura deste alquimista (ou mago?), louco (ou lúcido demais?), desatar este hermético registro literário, implica no inalienável imperativo de fazer emergir sua grave atualidade. Contemporâneos de um homem de outro lugar do tempo? Entre todas as reviravoltas do século XX, a permanência de certas condições objetivas de existência e formas de subjetividade traz Strindberg como um relâmpago para os nossos dias. Tal permanência é certamente dramática; tanto mais quando capturamos em Strindberg, em sua particularidade histórica, a articulação de um emaranhado confuso e contraditório de idéias e sentimentos como negação e resistência a um mundo que ainda nos é imposto. Ao que tudo indica, embora Strindberg tenha sido contemporâneo de Freud não o conheceu. Pasolini chegou a se perguntar se o destino deste infeliz não teria sido diferente “se” ele tivesse feito sessões de psicanálise. Outros dizem (CARDIM, 1 Graduada em Ciências Sociais, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”/ Araraquara, Brasil. [email protected] resenhAs recebido eM 18 de junho de 2011 aceito eM 20 de outubro de 2011. DOI : 10 .5433/2176-6665 .2011v16n2p322 M. t. Mhereb • 323o “inferno” de august strindberg 2009) que, para o leitor moderno (ou seria “pós-moderno”?), algumas páginas de “Inferno” se apresentarão ultrapassadas, dado que tantas ilusões com relação à ciência há muito vinham sendo desveladas quando Strin

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