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Geology and structural control of the gold deposits in the Aguapeí Group – Lavrinha

Authors
Publisher
Zeppelini Editorial
Publication Date
Keywords
  • Geologia Estrutural
  • Ouro
  • Grupo Aguapeí
  • Conglomerados
  • Cráton Amazônico

Abstract

A porção sudoeste do Cráton Amazônico no estado de Mato Grosso, Brasil Central, contém importante concentrações auríferas associadas à evolução tectono-termal da Faixa Móvel Aguapeí. O ouro ocorre em rochas metassedimentares do Grupo Aguapeí que adentram a Bolívia onde são conhecidas como Grupo Sunsás. A região da Lavrinha, na porção central da Faixa Móvel Aguapeí, está localizada no fechamento da Anticlinal do Cágado e representa um Domínio Tectônico Contracional de Baixo Ângulo que demonstra um aloctonismo de SW para NE das rochas metassedimentares do Grupo Aguapeí. Nesta porção, a deformação do Grupo Aguapeí gerou no limite deste grupo com o embasamento representado por rochas granito-gnaisses uma zona de cisalhamento de 2 a 3 metros de espessura denominada de Zona de Cisalhamento Morro Solteiro. Nove depósitos foram mapeados na região da Lavrinha, distribuídos em três horizontes (Inferior, Intermediário e Superior). O Horizonte Inferior é representado pela Zona de Cisalhamento Morro Solteiro, sendo considerado o mais importante em termos prospectivos. O Horizonte Intermediário é representado por uma series de deslizamentos intraestratais desenvolvidos nos metaconglomerados e metarenitos com intercalações de metassiltitos e metargilitos. O Horizonte Superior está associado a metassiltitos e metarenitos. A mineralização aurífera é gerada pela percolação de fluidos hidrotermais-metamórficos de composição aquosa e aquo-carbônicas que apresenta uma alta razão H20/CO2, baixa salinidade e alta atividade de enxofre. Estes fluidos foram gerados no final da Orogenia Sunsás-Aguapeí (1.1 – 0,9Ga). A paragênese mineral é representada por pirita, magnetita, hematita, ilmenita e calcopirita. A presença de boxworks de pirita e hematita associada à magnetita e leucoxênio evidenciam a alteração intempérica de óxidos e sulfetos, o que demonstra um enriquecimento sepergênico dos depósitos da região da Lavrinha.

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