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Degradação de materiais restauradores resinosos e do esmalte deciduo e permanente em soluções simuladoras da dieta

Authors
Publisher
Biblioteca Digital da Unicamp
Publication Date
Keywords
  • Materiais Dentarios
  • Desgaste De Restauração Dentaria
  • Corrosão
  • Erosão De Dente
  • Dentes - Abrasão
  • Dentes Deciduos
  • Dental Materials
  • Dental Restoration Wear
  • Corrosion
  • Tooth Erosion
  • Teeth Abrasion
  • Deciduous Teeth

Abstract

A cavidade bucal é considerada um ambiente agressivo onde a estrutura dentária e os materiais restauradores estão constantemente sujeitos a desafios térmicos, mecânicos e químicos. A associação destes fatores está diretamente relacionada à longevidade/estabilidade das restaurações, bem como à preservação da estrutura dentária. A exposição da estrutura dentária e dos materiais restauradores resinosos aos agentes da dieta pode causar erosão dental, amolecimento e aumento da rugosidade de restaurações resinosas, deixando-as mais susceptíveis ao desgaste. Dessa forma, os objetivos desta tese fundamentada em três capítulos foram: (1) avaliar o efeito do armazenamento em longo prazo em diferentes soluções simuladoras da dieta na rugosidade superficial de materiais restauradores resinosos; (2) avaliar o efeito da associação dos desafios erosivo e abrasivo no desgaste do esmalte decíduo e permanente; (3) avaliar o efeito da associação dos desafios corrosivo e abrasivo no desgaste de materiais restauradores resinosos. No capítulo 1, sessenta amostras de diferentes materiais restauradores (Filtek Z250, Esthet X, Filtek Flow, Dyract AP e Vitremer) foram armazenadas em 5 líquidos simuladores da dieta (água destilada, ácido lático, ácido cítrico, refrigerante a base de cola (Coca-Cola) e álcool) por até 6 meses. A rugosidade superficial das amostras foi mensurada após o polimento (baseline), 1 semana, 1 mês, 3 meses e 6 meses de armazenamento. Houve aumento significativo na rugosidade superficial apenas para Esthet X armazenado em Coca-Cola e em ácido cítrico após 1 e 3 meses, respectivamente; e para Dyract AP armazenado em água destilada após 6 meses. No capítulo 2, foram obtidas amostras planas de esmalte decíduo e permanente (n=10), as quais foram submetidas ao desgaste (100.000 ciclos a 1,9 Hz) em meio neutro (água deionizada) e meio ácido (ácido cítrico). Antes e após o desgaste, as amostras foram analisadas em perfilômetro (MTS 3D Profiler). A alteração do volume e a profundidade máxima do desgaste foram quantificadas utilizando o software Ansur 3D. O esmalte decíduo apresentou maior desgaste que o esmalte permanente, independentemente do meio. O meio ácido proporcionou maior desgaste do que o meio neutro (p<0,05). Diferença significativa entre meio neutro e ácido foi observada apenas para o esmalte decíduo. No capítulo 3, dez amostras de cada material [Filtek Supreme (S), Point 4 (P), Dyract AP (D) e Fuji II LC (F)] foram confeccionadas e submetidas ao desgaste (100.000 ciclos a 1,9 Hz) em meio neutro (água) e meio ácido (ácido cítrico). Antes e após o desgaste, as amostras foram analisadas em perfilômetro (MTS 3D Profiler). A alteração do volume e a profundidade máxima do desgaste foram quantificadas utilizando o software Ansur 3D. Diferença significativa no desgaste dos materiais foi observada (S=P<D<F), independentemente do meio. O meio ácido gerou maior desgaste nos materiais comparado ao meio neutro (p<0,05). Não houve diferença significativa entre o meio neutro e meio ácido para todos os materiais quando analisados individualmente. Concluindo, a degradação química dos materiais restauradores resinosos é material e solução dependente. O desafio ácido aumenta a susceptibilidade ao desgaste dos materiais restauradores resinosos e do esmalte dental, especialmente esmalte decíduo

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