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Methicillin-ResistantStaphylococcus Aureus(MRSA) in a Portuguese hospital and its risk perception by health care professionals

Authors
Journal
Revista Portuguesa de Saúde Pública
0870-9025
Publisher
Elsevier
Volume
29
Issue
2
Identifiers
DOI: 10.1016/s0870-9025(11)70017-7
Keywords
  • Mrsa Infection Control
  • Risk Perception
  • Portugal
  • Mrsa Controlo Da Infecção
  • Percepção Do Risco

Abstract

Resumo Objectivo Descrever e analisar a epidemiologia do Staphyloccocus aureus resistente à meticilina (MRSA) num hospital distrital de 441 camas do Grande Porto, bem como a percepção que enfermeiros e médicos têm do problema. Desenho do estudo Estudo transversal descritivo, através da aplicação de um inquérito de duas partes. Definição Um hospital distrital de 441 camas. Participantes Parte I - doentes internados com mais de 16 anos em que foi detectado MRSA não nasal, entre Fevereiro e Agosto de 2005. Parte II – enfermeiros e médicos responsáveis pela prestação de cuidados aos referidos doentes. Métodos Parte I - recolha de dados demográficos, clínicos e factores de risco dos processos dos doentes. Parte II - aplicação de um inquérito a enfermeiros e médicos para análise das suas percepções. O acordo observado e a estatística “Kappa” foram utilizados para comparar as respostas entre classes de profissionais. O nível de significância adoptado foi de 5%. Resultados Dos 111 casos estudados, 50,9% tinham historial de internamentos até há um ano atrás e 83,8% haviam estado expostos a antibioticoterapia prévia. O tempo de internamento foi 4,5 vezes maior que a média da população internada neste hospital, e a mortalidade 5,5 vezes maior. A prevalência de MRSA foi de 60,0% e a densidade de incidência de 1,66 casos por mil dias de internamento. A grande maioria dos profissionais admite que o MRSA é adquirido no ambiente hospitalar e que são as mãos dos profissionais de saúde a principal via de transmissão. Como medidas para gerir doentes com MRSA, 69,4% dos enfermeiros e 64,9% dos médicos referem o reforço da higienização das mãos, a totalidade dos enfermeiros e 89,4% dos médicos concordam com a necessidade de algum tipo de medidas de isolamento. Conclusões Constatou-se a existência de altos valores endémicos de MRSA. Os profissionais têm a percepção da associação do MRSA aos cuidados de saúde, bem como a importância das mãos dos profissionais como veículo de transmissão, no entanto a classe médica está menos sensibilizada para as medidas de gestão para estes doentes. Parece justificar-se um programa global para controlo deste microrganismo, na gestão de doentes colonizados ou infectados por MRSA, na utilização racional dos antibióticos, bem como a formação dos profissionais de saúde, com um carácter mais dinâmico e dirigido.

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