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Diferencial de rendimentos entre o setor de serviços formal e informal- o caso do Nordeste nos anos 1992 e 2005

Authors

Abstract

"O cenário macroeconômico nacional, na década de 1990 e no início dos anos 2000, foi marcado por profundas transformações, como a introdução de inovações tecnológicas e organizacionais, a abertura da economia, a estabilização monetária, entre outras. Contudo, no que se refere especificamente ao mercado de trabalho brasileiro, pode-se destacar a realocação setorial do emprego, com a redução dos postos de trabalho nos setores agrícola e industrial e o crescimento de trabalhadores no setor de serviços formal ou não. No âmbito da região Nordeste, verifica-se que, embora seja a segunda região que mais observe a população ocupada no Brasil, é a que apresenta menor participação de ocupados com carteira assinada. Diante dessas considerações, o objetivo geral do presente trabalho foi analisar o diferencial salarial entre os trabalhadores empregados no setor de serviços formal e informal na região Nordeste, nos anos de 1992 e de 2005. Tal análise constituiu-se, inicialmente, no estudo do perfil do emprego terciário na região nordestina, passando, posteriormente, para a análise do diferencial salarial nessa região. Utilizando os microdados da PNAD de 1992 e 2005, foram estimadas equações de salários para calcular os determinantes dos rendimentos para os ocupados nos serviços formais e informais. Em seguida, foi realizada a decomposição do diferencial de salários entre os trabalhadores ocupados no setor de serviços formal e informal através do procedimento de Oaxaca. Com base nos resultados obtidos, este trabalho concluiu que- a) o crescimento do emprego terciário tem se dado pela expansão dos serviços tradicionais, intensivos de mão-de-obra pouco qualificada e com baixa remuneração, b) apesar da população ocupada no segmento formal do setor terciário receber um rendimento médio superior aos dos ocupados no segmento informal, a desigualdade salarial entre esses dois grupos diminuiu durante o período analisado, e c) mais de 70% desse diferencial salarial, tanto em nível nacional quanto regional, é atribuído às dotações dos indivídos. "

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